Estais mortos

Que estranha maneira de estar mortos. Quem quer que seja diria que não o estais.
Mas, na verdade, estais mortos.

Estais mortos, não tendo nunca antes vivido.

Vós sois os cadáveres de uma vida que nunca foi. Triste destino. O não ter sido senão mortos sempre.
O ser folha seca sem ter sido verde jamais.

E contudo, os mortos não são, não podem ser cadáveres de uma vida que ainda não viveram.

César Vallejo (extractos)

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2 comentários sobre “Estais mortos

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