4 comentários sobre “em memória de economistas e banqueiros

  1. “A menina pó de arroz,
    Nascida à beira do mar
    Com o oceano nos olhos
    E com sorrisos de lua
    Nos seus lábios pequeninos
    Que nunca ninguém beijou,
    A menina pó de arroz,
    Com seus cabelos de cobre
    Onde o vento vem brincar,
    Assoma à sua janela
    P'ra ver a noite estrelada,
    Para ouvir os sons da noite,
    Para beber o luar.
    Para ter em suas mãos
    Macias, longas e brancas,
    A noite tépida e branda,
    A velha noite calada.
    A menina pó de arroz,
    Que por uma abreviatura
    Do seu nome arrevesado
    É chamada entre família
    Por um nome miudinho
    De marca de pó de arroz,
    Com seu corpinho de fada
    Que saiu de alguma fonte
    Que há pouco perdeu o encanto,
    Com a cabeça nas mãos,
    Enquanto na casa dormem,
    Veio pôr-se na janela
    Para que a noite a beijasse.
    A menina pó de atroz
    Estará enamorada?”

    (António Rebordão Navarro)

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