18 comentários sobre “Verdade do dia

  1. Para se estar, não é preciso estar nada. Se te perguntar, está aí, dizes: Estou. mais nada.

    Mas tu não estás. Tás tás!
    O que é diferente.

    A minha mania, não é acertar. É tentar ser preciso para ser percebido.
    Isto sabendo que quanto mais impreciso, mais se percebe. (já tou a avariar)

  2. Andei no collu hextril e ilvico, depois de uma pesquisa na net acompanhei com strepfen, chás também já experimentei. Acho que vou passar para os gins tonicos.

    E é o que digo, algo está a despontar por aí :)

  3. Rosa, os desejos, para autosobreviver, precissam de renovaçâo perenne -como os votos dos devotos dos Milagros de Amil-, geram insatisfaçâo permanente, e quando acabam por possuir ás pessoas sâo a pior doença que as mesmas podem padecer. E os desejos insaciaveis de uma minoria estâo na origem das maiores e piores calamidades que sofre a humanidade inteira.

    A velhice, naturalmente, tem incontaveis virtudes, das que milhor nâo falar, naturalmente também, nemhuma a beneficio de quem a padece, doutro jeito tería que dizer-se de quem a desfruta. Mas aqui o senhor Luís nâo fala da velhice senâo das lamentaçôes, e isso começa muito antes, e por muitas mais razôes que o andar dos días a cavalo das pessoas. Por isso ele pode falar por própria experiência.

    Também ha desejos saudaveis, como saciar a sede com vinhos galegos. Nâo todo o mundo sente tal necessidade. Mas neste caso podemos falar com certeza de individuos de civilizaçôes pouco desenvolvidas.

    Um forte abraço.

  4. Bemsalgado, por um lado sei que tens razão, e as minhas dúvidas serão talvez as tuas.

    O desejo é irmã da insatisfação.
    As de coisas materiais são as mais fáceis de saciar e as que mais injustiças provocam. Nesse aspeto são cruéis.

    Os desejos imateriais são também cruéis, mas para nós próprios.

    Mas que é de um homem sem desejos? O pessoa chamar-lhe-ia cadáver adiado que procria.

    A inércia tal como as lamentações herdam-se, muitos crescem com a velhice às costas.

    E se tantas vezes falo nisso, é um pouco para me acordar, e me libertar dessa inércia. Que a vida há-de e pode ser mais.

    E depois hesito. E porque não me hei-de contentar? Para que há-de uma pessoa atormentar-se com essa tal insatisfação? Deixar rolar.

    O melhor mesmo será esse tal brinde com vinho galego. Hip Hip!

    Um abraço cá desde lado da fronteira que não existe

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