13 comentários sobre “coisas de perceber

  1. Achas mesmo?

    A sensação de inacabado traz ansiedade. O final um suspiro de alivio. Este está acabado, posso esquecer.
    O que não está terminado é uma fonte de preocupação.

    Lembras-te do que sentiste quando deste a última pincelada? ;)
    Agora imagina que conforme ias pintando, ias descobrindo mais parede para pintar. E aquilo nunca mais acabava. Desespero não é?

    É certo que podias desistir e deixar a parede meio pintada e meio por pintar. Mas nesse caso, se calhar mais valia nem sequer ter começado a pintar. Para ter uma coisa inacabada que não serve para nada.

    E vai-se dar a uma coisa que me atormenta imenso. Encontrar coisas que valham a pena.

  2. Entendo o que dizes. Esse é o lado mau da questão.

    Estou de momento a viver isso, em mais do que uma frente, tenho umas coisas inacabadas entre mãos e por mais que a tente resolver/acabar não consigo, também não depende só de mim. A ansiedade e a frustração de continuar a carregar isto já me custou umas noites mal-dormidas.

    Na verdade, odeio pontas soltas!!!! (acho que já o mencionei várias vezes :)

    Tenho também percebido que há cada vez menos coisas que valem a pena, por isso, resisto a deixar encantar-me ou começar o que posso não conseguir acabar.

    Acredita que estive para desistir daquela parede muitas vezes e só com muita teimosia a acabei (à custa de umas horríveis dores nas costas, mas isso é outra coisa).

    Não sei o que é preferível, deixar inacabado ou nem começar sequer. Às vezes tenho a sensação que ando sempre à roda do mesmo assunto.

    Não ajudei nada. Mas posso sempre deixar uma frase inspiradora, tipo: as respostas que procuras estão todas dentro de ti!

    Que te parece? ;)

  3. Vamos fazendo as coisas porque é inevitável que façamos coisas. E algumas até têm bastante piada. É como calha.
    Outra frase inspiradora: Tudo o que é demais, é demais. :)
    Incluindo a preocupação. Um bocadinho é bom e faz falta. Demais é demais e de facto não ajuda nada.

    Voltando à cena das coisas inacabadas, isto foi uma coisa que me ficou dos tempos de escola.

    A gente ouve muita coisa, e entre elas há algumas que parecem fazer sentido e ficam na memória.

    Já não me lembrava dos pormenores e fui à procura e lá encontrei: Kurt Lewin

    http://www.psicoloucos.com/Kurt-Lewin/a-motivacao-e-o-efeito-zeigarnik.html

    Quando começamos uma tarefa, cria-se um estado de tensão. Quando completamos a tarefa a tensão desaparece.

    Essa tensão na verdade faz falta na organização mental das pessoas como estimulo para a ação e conclusão das coisas. (as tuas costas que te digam :)

    Se essa tensão não existisse ninguém acabava nada e poucos resultados haveria.

    Um exemplo,
    Anos atrás meti-me numa tarefa parva (coisa que faço muito, por falta de coisas inteligentes para fazer) de publicar uma foto por dia durante 1000 dias.

    Ao fim de 2 anos e picos, parei. E não é que de vez em quando me lembrava que devia acabar aquilo? Sei que o resultado final não compensa a trabalheira que dá. Mas lá meti mãos à obra de acabar.

    E porquê? Para poder esquecer sem ficar com a sensação de desistência e fracasso.

    Li algures que a melhor solução é dar um fecho rápido às coisas.

    Ao receber uma coisa, em vez de a pôr para a pilha mental das coisas por fazer, resolve-la logo.
    Mesmo que não seja da forma ideal.

    A ideia é ter a pilha dos pendentes sempre para o lado do vazio. Assim aprecia-se mais o que vem de novo, porque não estamos preocupados com o que está para trás.

    Disto isto, porque é que não mudo o projeto das 1000 imagens, para 800 imagens e dou o caso por concluído?

    Primeiro porque sou burro, segundo porque tenho muita dificuldade de fazer o que penso, terceiro porque sou burro.

  4. Não és burro, apenas traças objetivos de difícil alcance. Podias ter começado por 30 dias, 30 imagens e ires aumentando a dificuldade do projeto. Mas não, deste uma de megalómano e toca de querer dar 1000 em 1000 dias.

    Esta dificuldade de traçar objetivos acaba por ser uma armadilha. Perdi a conta ao número de amigos que vivem insatisfeitos, mas não mudam porque querem mudar tudo de uma vez e depois desistem, ficam como estão.

    Lembras-te de te dizer que os indecisos me faziam aflição? Exatamente por isto.

    Não que eu não caia nisto muitas vezes, só que aprendi a olhar realisticamente para as metas que traço.

    Agora, vou ali espreitar o link que deixaste. Já te disse que conversar contigo é um gosto?

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