12 comentários sobre “A importância de uma coisa depende de quem ouve, e não do que se diz

  1. Devia ter nascido homem, não é tão grave como nasci homem (em corpo de mulher)

    A insatisfação que a gente tem de querer estar sempre de outra maneira, também se revela nisto. As mulheres acham que seria mais fácil como homem, e os homens como mulheres.

    Por falar nisso, ainda me deves uma teoria.

  2. Não tem a ver com isso, tem a ver com as coisas que eu gosto. Quer dizer, não é que eu não seja feminina ou não goste de coisas de mulher, que sou e gosto, muito, só que me realizam muito mais atividades universalmente atribuídas aos homens.

    Gosto mais de andar a pintar uma parede do que ir ao cabeleireiro e coisas assim.

    Ah, pois devo… grande memória. :D

  3. Acho que te percebo, as coisas que gosto de fazer têm uma 'audiência' feminina. É como o anónimo no outro post. Um gajo não faz coisas com sensibilidade artística. Gajo que é gajo, mija para cima das flores, e depois coça os tomates enquanto se vai embora. :)

    E também, com isso não quer dizer que não seja muito gajo :D Discuto bola com qualquer um

    E lamento informar que há outra coisa que sou como as gajas, não esqueço nada, e não te safas dizendo que tenho boa memória ;)

  4. Queres discutir bola comigo? ;)

    Ainda bem que não esqueces, eu esqueço. :D

    Não te faço esperar mais. Acho que o que ficou pendente foi eu explicar-te o porquê de não concordar com o facto de serem as mulheres realmente a mandarem nos relacionamentos, certo?

    É verdade. Para mim, ambos têm lugares definidos e responsabilidades, misturá-los é meio caminho andado para a desgraça. Um homem deve ser a autoridade da sua casa, não quero dizer com isto que deve ser autoritário, não, isso não. Ser a autoridade é certificar-se que faz tudo o que é preciso para que a família esteja bem (dentro do legal). Já a mulher tem o papel de ajudar, de aconselhar com sabedoria e cuidar do resto.

    Parece ideia do século passado? Talvez. Claro que tem de haver um respeito muito grande entre ambos ou começam os joguinhos psicológicos que vão minar tudo.

    O relacionamento onde me senti mais feliz foi num em que havia isto, um profundo respeito um pelo outro. Não funcionou porque alguém decidiu não tomar as decisões que eram precisas e eu tive de me limitar a ver tudo naufragar.

    Não voltei a ter igual. Mas tive um relacionamento que acabou comigo a pensar ser horrível só porque tinha opiniões e onde a minha formação superior era motivo para muitas censuras e violenciazinhas.

    Talvez um dia encontre alguém disposto a formar uma equipa comigo, em vez de me usar como treino para a ditadura. Talvez não.

    Era só isto.

  5. Isto das relações entre pessoas é das coisas mais difíceis que há. Tanto mais complicado, quanto mais intimas e mais tempo passarem juntas.
    Toda gente acha que que sabe tudo, e na verdade ninguém sabe nada.

    Da forma como dizes, haverá quem ache uma visão conservadora. Mas no fundo tens razão. Duas pessoas para se darem bem têm que ser iguais, mas complementares :)

    Iguais, porque um se gosta de Quim Barreiros e de ficar em casa, e o outro de Bizet e passar o dia fora, não vai dar resultado.

    E complementares, porque se os dois gostam de desempenhar os mesmos papeis vai dar molho. Partilhar é também dividir as tarefas. E aqui entra a tua forma de divisão, que se formos a ver, é a que se passa na maior parte das casas, acho eu. Mesmo que lhes custe assumir que na maior parte dos casos fazemos como no século passado. E isso não tem nada de mal. O importante é que as pessoas se sintam bem.

    Aqui entra o tal respeito de que falas. Que não é compatível com sentimentos de superioridade ou inferioridade. Nem com intromissões não desejadas na esfera do outro. E que cada um trate bem da sua esfera e não se encoste ao outro.

    Parece simples :)

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