Os acasos são uma merda doce.
Uma necessidade inevitável, acontecem mesmo sem a vontade.

Já ouvi isto umas vinte vezes de seguida. Quanto mais ouço, mais doente e maior fico. E ainda agora não percebo como foi que isto voltou à minha frente neste momento. Não foi acaso, porque foi aqui posto num comentário. Mas porquê agora aqui neste momento, se me atravessou à frente?

(Paragrafo)

A passar de onde para onde? Há uma calda enorme onde nós estamos. À deriva. Não há rumo, nem destino, nem de, nem para. Uma enorme calda. E boiamos.
Faz-me lembrar um filme argentino: O dedo. O dedo estava imerso em liquido num jarro de compota. Quando ele se mexia, as pessoas viam nisso um sinal.
Assim somos nós, giramos sobre nós próprios, e vemos nisso movimento.

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