quando

ainda acreditava que todos os dias amanheciam. e eram meus.

havia uma espuma e um mar em cada coisa. percorria-nos o sol.

na erva fazíamos um pequeno mundo imenso. plantávamos flores para oferecer ao escriturário do 4º esquerdo.
crescíamos e riamos deitados no chão da escada, imundos e nus.

gostava de pendurar flores nas janelas

(decrescer)

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19 comentários sobre “quando

  1. Lamento…lamento mesmo! Acabei de rejeitar um comentário teu lá na minha cerejeira… :-( Era pedir muito que o voltasses a colocar :-D Pleasseeeee… e se eu pedir muito? :-P

  2. A inocência dos dias felizes :-)Eu roubava figos para dar à mãe que os adora; cortava o cabelo das bonecas, pensando que voltaria a crescer; lia e ria desalmadamente com histórias que imaginava serem minhas; fugia dos rapazes que gozavam comigo por eu parecer um deles…Hoje, rio-me, com saudade desta inocência perdida.

  3. decrescer na memória num tempo que apenas cresce… Esta imagem é tão bonita… Não a da foto, que também o é, mas a do quadro que aqui deixas pintado com as tuas palavras…Beijos e bom fim de semanaPS: Estás “linkado”! (Oh expressão horrorosa… ) :)

  4. cerejinha, cuidado que a fruta é sobremesa :-))Jessica, melhor só mesmo andar com as flores penduradas no peito, na cara, nas mãos, nas…menina (na realidade não) tóxica, obrigado, algo bonito que não sejam só palavras para tiestranha, o truque é arranjar uma foto tão boa, tão boa, que tudo o resto à volta se torne pérolas ;-)

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