Economista numa revista de psicologia

“Termos que dobrar os nossos filhos à nossa vontade, que é assim que se educam e não há outra forma. É uma violência mas é preciso que alguém o faça, e esse alguém sou eu.” Dobrar?!? À nossa vontade?!?

Aqui há dias li numa das gordas daqueles jornais que vivem de chupar na miséria alheia, fulana suicida-se deixando carta vingativa “Levo comigo aquilo que mais gostas”. Atirou-se ao rio com as duas filhas. Morreram todos.

Quero morrer também. Não quero viver neste mundo. Ou então fujo. Fujo para muito longe onde não possa ler jornais sórdidos, e não passe pela cabeça de ninguém matar as filhas para se vingar do marido.

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4 comentários sobre “Economista numa revista de psicologia

  1. cris disse:

    Porque me parece que se consideram os filhos apêndices de nós mesmos, e assim sendo nossos, no sentido não do amor mas da propriedade.
    Também não concordo, não são nossos os filhos que parimos, não são nossos os filhos que criamos.
    Não serão moeda de troca nem mote de vingança.
    São amor, são amor os filhos nossos, são o amor dos cabelos embaraçados, são amor dos gelados de morango comidos entre gargalhadas num final de tarde, são o amor das lágrimas da noite em que não apetece dormir…
    Os filhos são Tudo… pelo menos a minha pequena é-o para mim.

  2. A minha sensação ao ler o comentário, foi a de uma cruzada anti aborto.

    Posso estar enganado, foi só a sensação que me deu.

    E apesar de ser importante, por causa do fundamentalismo com que normalmente se discute isto, perco a vontade.

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