Desejo

Palavra viva. Quando morre o desejo, morremos também no que temos de melhor e de mais admirável.

Desejo-te.

Quem não se arrepia quando lhe dizem isto?

Ter desejos. Querer.

Que posso querer de melhor para ti e para mim, do que acordar todos os dias em manhãs plenas de desejos por coisas novas e frescas?

Quando ao acordar já não se deseja, vive-se para quê? Por inércia?
Como dizia o Sartre “Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto”.

Não quero acreditar nisto, quero acreditar que vivo pelos momentos mágicos, pelas pessoas que nos deslumbram,
pela maravilha que há em nós se podermos e … quisermos.

Quer. Deseja.

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4 comentários sobre “Desejo

  1. Josilda Lima disse:

    Graças ao Eugénio Andrade (grande poeta portugues), descobri este blog.

    Belo presente!!!

    Desejo…
    fonte inesgotável do existir!

    Josilda Lima.

  2. Do Que Quero…

    “Do que quero renego, se o querê-lo

    Me pesa na vontade. Nada que haja

    Vale que lhe concedamos

    Uma atenção que doa.

    Meu balde exponho à chuva, por ter água.

    Minha vontade, assim, ao mundo exponho,

    Recebo o que me é dado,

    E o que falta não quero.

    O que me é dado quero

    Depois de dado, grato.

    Nem quero mais que o dado

    Ou que o tido desejo.”

    (Ricardo Reis)

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