• 12 Mai 2006

    Desejo

    Palavra viva.
    Quando morre o desejo, morremos também no que temos de melhor e de mais admirável.

    Desejo-te.

    Quem não se arrepia quando lhe dizem isto?

    Ter desejos. Querer.

    Que posso querer de melhor para ti e para mim, do que acordar todos os dias em manhãs plenas de desejos por coisas novas e frescas?

    Quando ao acordar já não se deseja, vive-se para quê? Por inércia?
    Como dizia o Sartre “Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto”.

    Não quero acreditar nisto, quero acreditar que vivo pelos momentos mágicos, pelas pessoas que nos deslumbram,
    pela maravilha que há em nós se podermos e quisermos.

    Quer. Deseja.

     


  • 12 Mai 2006

    Olá tu que és eu ou Nonsense de Sexta-feira à tarde

    Lembro-me de nos meus tempos de liceu ouvir qualquer coisa sobre o que é ser eu. Eu sou eu porque sou diferente de ti e igual a mim. Se fosse igual a ti seria tu e não eu. Mas eu sou diferente do que já fui, e se calhar já fui igual a ti. Assim sendo será que já que fui tu, sendo ainda o que era eu na altura?

    Eu sendo tu, quer dizer que tu és eu, mesmo que numa versão passada.

    Quando te encontrar, devo perguntar como estás, como estive ou como estou?

    … quando ia carregar no publish post, num acesso de bom senso, apaguei aqui um bocado em que acabava por chegar á conclusão que o bife que comi ontem (e que podia não ter comido) sou eu

    Vou parar por aqui, porque já não sei por onde vou nem o que digo e não tenho tempo para me tentar perceber.